quinta-feira, 17 de março de 2016

Seu nome é Malik

Há uma flor embaixo do seu travesseiro
Junto com a faca que matou seu inimigo
Vocês nunca vão ver outro brasileiro
Sem punição, sem castigo

Seu nome é Malik
Assassinado por uma nação
Antes de tudo Malik
Não querem mais sua confusão

Na sua casa se ouve os ventos
E os gritos de uma rebeldia
Se há silêncio fique atento
Todos somos feito de covardia

Não há nada mais enterrado
Porém o sangue está no seu lençol
Você tirou o DNA de modo  agrosseirado
A simplicidade te nomeou culpado

Preso na torre coberta de espinhos
Seu coração vale mais que umas latinhas
Não vê o mundo nem pelos quadradinhos
Se vê preso nas eternas festinhas

Respire fundo de antes acordar
Numa realidade que nunca quis pertencer
Mas o que o leva participar?
Preso nessa  eterna confusão